quinta-feira, 24 de setembro de 2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

CALAFATE: BELEZA E JEITO ROMÂNTICO


O visual atraente e o cuidado com que o casal se dedica à reprodução, durante a maior parte do ano, são alguns dos atrativos do Calafate.
A beleza delicada e exótica do Calafate ajudaram-no a tornar-se um dos pássaros mais criados no mundo. O avermelhado do bico, de peculiar formato cônico, aparece também nos anéis ao redor de cada olho. Na verdade, o seu bico é transparente e o colorido vermelho é proporcionado pelo sangue que nele circula. A cabeça preta com uma mancha branca destaca-se do corpo cinza, sua coloração original, que pode se apresentar em tons mais claros ou escuros. É encontrado também em mutações de diversas cores (veja ficha). Originário de ilhas indonésias como Java, Sumatra e Bornéo, voa em bandos e torna-se uma praga nas plantações de arroz. Seu nome científico Padda (Lonchura) oryzivora significa "comedor de arroz". É chamado também de Pardal de Java ou Pada. O nome popular Calafate vem dos calfat, como eram chamados os marinheiros encarregados de vedar as juntas das embarcações, na função de calafetar o navio, normalmente com estopa para impedir a passagem de ar ou água. À sua semelhança, o Calafate constrói o ninho como se fosse uma bola oca e o fecha bem, de forma que reste apenas uma pequena abertura de entrada para a luz não se infiltrar.
A Indonésia e suas ilhas pertenciam, desde o século 17, à Holanda, cujos marinheiros espalharam o Calafate pelo mundo. Na trilha de difusão da espécie começaram por Zanzibar, Ilhas Maurício, Santa Helena e continuaram pela Índia, Malásia e parte da China. Chegaram então à Europa onde sua primeira criação amadora bem-sucedida é de 1890, na Suíça.
No Brasil, o Calafate está há mais de 40 anos. Vive e se desenvolve muito bem já que é uma ave de clima quente. Chegou aqui através de criadores brasileiros que foram buscá-lo na Europa e de marinheiros orientais que aportavam trazendo exemplares na bagagem.


ROMANCE
Resistente, o Calafate é uma ave que se dá bem em viveiros externos, onde pode ser criado em colônias ou com outras espécies, como Periquitos Australianos e Diamantes Mandarim. Os criadores preferem, entretanto, tê-lo em gaiolas formando apenas um casal, onde fica mais dócil, aceita bem a aproximação das pessoas e se reproduz normalmente. "No viveiro, geralmente espanta-se com as pessoas a ponto de o bico ficar marcado com as batidas que dá nas grades", comenta Hermelino Bosso, do criadouro São Vicente, de Mauá - SP. "Lá, ainda, desgasta-se nas disputas por ninhos com outros casais e com isso submete-se a situações adicionais de estresse."
O macho é um pai e tanto. Costuma colaborar com a companheira em todas as etapas possíveis da procriação. Em março, junto com a fêmea, trança o capim e confecciona o ninho cuidadosamente. Eles não deixam escapar nem mesmo eventuais folhinhas que, por acaso, fiquem presas em algum lugar. A partir daí, acasalam-se. Assim que a fêmea termina de botar os ovos, revezam-se no choco e, em conjunto, passam a alimentar e cuidar dos filhotes. Todo este processo dura cerca de dois meses. Logo depois, o ciclo reinicia, e assim sucessivamente, até o fim de outubro. Começa, então, uma nova fase, a da recuperação física do organismo desgastado pelo período reprodutivo. Vai até o mês de março e durante a mesma ocorre a muda, que dura no máximo dois meses. Terminada esta fase, retornam à reprodução.

OLHOS FECHADOS
O Calafate se estressa facilmente em viagens e pode morrer, exigindo cuidados especiais no seu transporte. Hermelino, por exemplo, costuma levar os dele para competir nas exposições de pássaros. Para resguardá-los, os coloca em caixas de transporte (veja ficha). Mesmo assim, ficam com muito medo, tanto que mantêm os olhos fechados durante o percurso e não os abrem enquanto a viagem não terminar. Para tranqüilizá-los, Hermelino pára a cada duas horas, tira-os da caixa, coloca-os em suas respectivas gaiolas, para descanso de 30 minutos, e depois pinga duas gotas de água no bico, amenizando a sede causada pelo estresse.
Os criadores recomendam nunca transportar o Calafate na época da muda. Neste período a resistência cai bastante e, por isso, aumenta muito a chance do estresse ser fatal.

MUTAÇÕES
O corpo cinza do Calafate original pode apresentar tonalidades mais ou menos intensas. A preferida pelos criadores é a cinza escura. Existem também as seguintes mutações:
Branca - Tem os olhos pretos.
Albina - Branca com os olhos vermelhos.
Canela - Cabeça marrom escura e corpo marrom claro.
Isabelina - Cor marrom mais clara que no Canela.
Canela diluído - Corpo branco, cauda e cabeça bege e olhos vermelhos.
Arlequim - Manchas brancas irregulares sobre o corpo cinza.
FICHA
Tamanho: porte pequeno, até 15 cm.
Instalações: em local protegido de ventos e chuvas, com bastante claridade. Viveiro: até 5 casais - 1,5 m (comprimento) x 1 x 1 com tela só na frente, coberto totalmente com telhas de barro. Gaiola: GR3 com 70cm x 40(largura) x 30 (altura).
Caixa de transporte: de madeira, 40cm x 25 x 10, com só uma face em tela, para 10 aves.
Alimentação: granívoro. Dar, diariamente, ração industrializada para granívoros à vontade, ou uma mistura de sementes não lavadas para maior durabilidade (para 5 casais, por um mês: 5kg de painço, 2kg de alpiste, 1 kg de aveia). Pode-se complementar 2 a 3 vezes por semana com maçã picada, couve, almeirão e escarola e insetos. Farinhada (para o período da procriação, receita de Hermelino para 5 casais, por um mês): 2 kg de sêmola de milho, 1 kg de farinha torrada de pão, 500 g de germe de trigo cru, 1 lata de Neston, 1 colher (de chá) de sal comum. Dar diariamente, por casal, 1 colher (de sopa) misturada com 1 ovo cozido por 5 minutos e amassado, numa vasilha de porcelana, por ser mais higiênica. Não guardar por mais de 1 mês, pois estraga. Pendurar 1/4de espiga de milho verde cru, 2 a 3 vezes por semana, na gaiola. Água: não pode faltar.
Identificação sexual: o macho adulto canta mais, seu bico ocupa uma área maior na face e tem o anel em volta dos olhos mais vermelho.
Ninho: caixa de madeira cúbica, 20cm x 20 x 20, com tampa, fora da gaiola com a abertura redonda voltada para a gaiola. Se menor pode prejudicar a postura da fêmea. Em viveiro, pôr um ninho a mais que a quantidade de casais. Na gaiola, colocar o ninho junto com o casal, a partir dos 10 meses de idade.
Reprodução: início de março. Durante 4 dias colocar um punhado de capim barba-de-bode para cada ninho. Enquanto o capim não acaba, o casal tece o ninho - uma bola oca que ocupa todo o espaço do cubo. Depois de pronto, pode-se cortar a parte superior da bola com uma tesoura, para inspeções quando abrir a tampa. Nunca limpar o ninho. A fêmea fica nervosa e prejudica a criação. Um mês e meio depois começa a postura. A fêmea põe de 4 a 6 ovos (demora 4 dias). Depois do último, começa a chocar, revesando-se com o macho. Após 15 a 16 dias os ovos eclodem. Os filhotes são separados dos pais aos 35 dias. A nova postura começa 3 dias depois. De março a outubro são 4 a 5 posturas. O casal tem por temporada cerca de 20 filhotes.
Higiene: adora banho. Na época de criação, em dias quentes, colocar diariamente uma vasilha com água para banho. Na muda (novembro a fevereiro), apenas uma vez por semana.
Saúde: não há doença específica. Boa higiene e alimentação bastam. Bico quase branco é sinal de anemia.
Muda: se durar mais de 2 meses significa algum problema.

BAVETTE: SOCIÁVEL E COLORIDO


Com a aparência chamativa, o Bavette é uma boa opção para a criação doméstica

No importante Campeonato Brasileiro de Aves deste ano, promovido pela Federação Ornitológica do Brasil, em São Paulo, um Bavette Cauda Longa foi o primeiro colocado entre as melhores aves classificadas num total de 730 concorrentes. Os grandes trunfos para a vitória foram o belo porte, babadouro grande, as cores e as demais marcações muito bem definidos.
As formas delicadas e tons suaves em contraste com o intenso colorido das marcações e do bico, são algumas das qualidades do Bavette que atraem apreciadores mundo afora. Sociável, esse pássaro acostuma-se bem a quem trata dele e não é do tipo que se debate na gaiola à menor aproximação. O babadouro (em francês, bavette) que lhe valeu o nome, na verdade só aparece em duas das suas três espécies: no Bavette Cauda Longa e no Cauda Curta. Mas há uma terceira espécie que, em vez de babadouro, tem máscara. É o Bavette Mascarado. Existem ainda dez subespécies e mutações (veja quadro As variedades). O mais popular dos Bavettes é uma subespécie, o Hecki Grassfinch. Tem colorido mais intenso que os demais, um vistoso bico vermelho e pertence à variedade Cauda Longa, a mais dócil das três.
Um atrativo à parte dessa ave são as formas de expressão sonora, notável pela sua diversidade. O canto é exclusivo dos machos e pouco expressivo para os nossos ouvidos, mas funciona bem na hora de acasalar: o pretendente canta e pronto, a conquista está feita. Já o macho e a fêmea produzem um assobio de "alerta" bastante alto, que usam para avisar quando alguém se aproxima, seja um predador, um estranho ou o próprio dono. Emitem também uma "saudação" sonora ao se encontrarem com outro Bavette, rápida e inarticulada, acompanhada por um aceno da cabeça.


O ANO TODO
Sociável, o Bavette tem o hábito de formar pequenos grupos, no qual um alisa as penas do outro - um tipo de interação social e de higiene pessoal observável também na criação doméstica, o ano todo. A espécie Cauda Curta arrepia as penas da região do babadouro e emite um som rápido, que significa um convite para o início do ritual de alisamento. Quando aborrecida ou agressiva, mantém essas penas aderentes ao corpo.
O Bavette convive bem com outras espécies, desde que sociáveis e compatíveis em tamanho, para evitar brigas entre machos e desvantagens, se houver desentendimento. São adequados o Diamante de Gould, o Mandarim, o Modesto, o Manon e o Starfinch. Procria o ano todo, principalmente de março a outubro. Na Austrália, de onde se origina, se reproduz principalmente na época das chuvas, quando o alimento é mais abundante.
Uma forma de identificar o sexo é pelo canto, já que as diferenças físicas não são facilmente perceptíveis. Para estimular o macho a cantar, coloca-se o Bavette em uma gaiola isolada por no máximo um dia, tanto na época de reprodução como fora dela. Se não cantar, trata-se provavelmente de uma fêmea. A espécie que canta menos é o Mascarado.
Não se deve acasalar Bavettes de espécies diferentes e nem comprar mestiços. Podem ser estéreis, com diversos problemas de saúde e perdem as características típicas das espécies, como a cor do bico e o tamanho correto da cauda.

ANTIESCURIDÃO
Na natureza, é o macho, principalmente, que constrói o ninho em arbustos ou entre os ramos das árvores, em forma de bola, com apenas uma abertura na frente. Na criação doméstica, a tradicional caixa de madeira quadrada, com 15 centímetros de lateral, funciona muito bem. Pode ser acoplada externamente à gaiola para não ocupar espaço e facilitar a inspeção dos filhotes pela tampa superior. Num canto da gaiola, coloca-se fibra de coco, graminha japonesa seca ou capim seco e fino, para o macho e a fêmea forrarem o ninho.
O Bavette se adapta a qualquer gaiola. Para a procriação, é aconselhável que ela seja do tipo "criadeira", por oferecer mais espaço aos filhotes quando começarem a sair do ninho. Tem 70 cm de comprimento x 30 cm de profundidade e 40 cm de altura. No período da reprodução, os casais podem permanecer no viveiro comunitário mesmo que haja aves sociáveis de outras espécies. O viveiro varia conforme a quantidade de pássaros. Deve ser instalado em local que pegue o sol da manhã em toda a extensão. Cobre-se um terço do telhado com telhas de barro. O chão é de cimento com inclinação para o escoamento de água. Fecha-se tudo com tela de arame, fio 18, com malha de meia polegada, para evitar a fuga dos pássaros e entrada de ratos.
No escuro do ninho, os pais localizam as bocas dos filhotes para alimentá-los guiados por manchas bem claras que têm na boca. Em cativeiro, o período do choco dos ovos é o mais crítico para as três espécies. Fêmea e macho deveriam se revezar nessa tarefa, mas geralmente não o fazem, satisfatoriamente, e também não alimentam corretamente os filhotes. Nesses casos, costuma-se transferir os ovos para um casal de Manons. A reprodução do Mascarado é a mais passível de erro, devido ao ciclo irregular de postura, menor que o das outras espécies. Formar o casal é também mais difícil, pela maior dificuldade em identificar o macho, que não costuma cantar muito.
Os filhotes começam a emplumar a partir dos seis dias, quando aparece a penugem. Com cerca de 15 dias nascem as penas maiores. Podem ser separados dos pais entre 40 e 50 dias (siga a orientação de um criador). Não se deve submeter o casal a mais de quatro posturas anuais para não provocar desgaste na fêmea e não causar diminuição do número de ovos e nem filhotes mais fracos. Quando transferimos os ovos da fêmea Bavette à ama Manon, a tendência é que as posturas reiniciem em apenas 10 dias. Esse intervalo é bem menor aos cerca de 60 dias da natureza, onde ela choca seus ovos e cuida dos filhotes até se tornarem independentes, para só depois botar novos ovos. Como o organismo precisa repor o cálcio, recomenda-se retirar o ninho para forçar intervalos mínimos de um mês entre as posturas.

MUDA RÁPIDA
O criador de aves há 30 anos, Hermelindo Bosso, do Criadouro São Vicente, em Mauá - SP, ensina que o banho pode acelerar o término da muda. "A água aumenta o peso das penas e faz com que caiam mais depressa para dar lugar às novas." Para não causar resfriado e posterior pneumonia, não se deve pôr a banheira em locais com correntes de ar e nem nos dias frios, sem sol.
Ao adquirir um Bavette, o ideal é avaliá-lo da mesma maneira que um juiz faria, ensina um dos diretores da Federação Ornitológica do Brasil e da Ordem Brasileira dos Juízes de Ornitologia. "Em todas as variedades, quanto maior o babadouro (ou a máscara) a definição das marcações e a intensidade e brilho das cores, melhor", diz Roque Rafael de Moraes, que é também criador há 30 anos pelo Criadouro Porto Feliz. "Um bom Bavette tem um porte que dá a impressão de robustez a cabeça bem proporcionada com relação ao corpo e o bico sem manchas; não desbotado e nem alaranjado, que é um indício de mestiçagem", complementa. Outras características importantes são as unhas estarem completas as penas não terem falhas e serem bem assentadas, as patas se apresentarem limpas e sem descamação, sinais de que a ave está saudável. No rabo da Cauda Longa devem estar presentes os dois filetes de penas característicos, com tamanho ideal de 3,8 centímetros.
Quando bem cuidado, o Bavette é resistente. Precisa tomar sol da manhã, receber alimentos de boa qualidade, ter boas condições de higiene e ficar em um local sem excesso de movimento, de barulho e de correntes de ar. Caso contrário, a resistência cai e aumenta a possibilidade de ele pegar coccidiose, doença que ataca aves com baixa resistência e à qual as espécies australianas são especialmente sensíveis. Os sintomas consistem em diarréia, desidratação, falta de apetite e conseqüente emagrecimento - visível pelo osso saliente do peito (peito seco). O mal favorece o aparecimento de outras doenças e, em poucos dias, pode causar a morte. A veterinária especialista em aves, Stella Maris Benez, de São José dos Campos, explica que é de fácil contaminação, através do contato com objetos usados pelo pássaro doente. Para desinfetar, mergulhe-os em água sanitária (2 ml por litro de água), durante 15 minutos, e lave-os bem em água corrente. Roupas e solas dos sapatos também podem disseminar a doença. Há tratamento sob indicação veterinária. O tratamento inadequado pode favorecer também o aparecimento de outros males. Os mais freqüentes são a Salmonelose (diarréia branca, problemas de reprodução e de fígado), Mycoplasmose (artrite, problemas respiratórios crônicos, perda de embriões, ovos com baixa fertilidade), Colibaciolose ( mortalidade dos filhotes, problemas respiratórios, do fígado e ovários).

RECEITAS DE EXPERTS
O Bavette é granívoro. Uma boa alimentação é composta principalmente por sementes. A veterinária Stella Maris recomenda misturar vários tipos de painço ( o português, o verde, o branco e o preto) com alpiste, de forma que o painço represente 60% da mistura. Pode-se trocar 10% de alpiste por 10% de Niger. Duas vezes por semana, complementa-se com farinhada industrializada Cedé, própria para aves exóticas em geral, inclusive o Bavette (com 18 a 24% de proteínas), oferecida diariamente no período reprodutivo, a partir da postura até a criação dos filhotes. Três vezes por semana é bom oferecer verduras, que são um alimento natural e contêm vitaminas (couve, almeirão, escarola - alface não). Mas o risco de parasitas e bactérias é alto. Devem, portanto, ser esterilizadas, mergulhando-as por 30 minutos em uma solução de 20 gotas (1ml) de vinagre ou hipoclorito de sódio, comprado em farmácia, em meio litro de água. Os filhotes, quando alimentados na mão, devem receber a farinhada pura umedecida com água, na forma de papinha. Cuidado: não armazene as sementes em casa por mais de 30 dias, o que deve ser feito em ambiente seco, caso contrário há risco de micotoxinas de fungos, altamente fatais aos filhotes e causadoras de problemas crônicos nos adultos.

AS VARIEDADES
Há três espécies de Bavettes. Todas apresentam subespécies, originadas por mudanças devido à influência geográfica. Há também mutações nas quais a única diferença ocorre na coloração.
CAUDA LONGA
ORIGINAL (Poephila acuticauda). Conhecido como Long-tailed Grassfinch e Shaft-tail Finch. É o mais tranqüilo dos três. Tem o rabo mais comprido, formado por dois filetes de penas - Bico: Amarelo. Babadouro: Preto. Olhos: Pretos. Demais cores: Preto nos loros e cauda. Cinza no topo da cabeça e nuca. Marrom nas costas e asas. Fulvo-rosado no manto e partes inferiores. Branco no abdômen, na região central da cauda e sob a cauda.
Tamanho: cerca de 17 cm, sendo 3,8cm de cauda, composta de 2 penas. Postura: 4 a 6 ovos.
Incubação: 12 a 14 dias.
SUBESPÉCIE
Hecki Grassfinch (Poephila acuticauda hecki). Muito popular - Bico: Vermelho. Babadouro: Preto. Olhos: Pretos . Demais cores: tons mais intensos que os do Cauda Longa.
MUTAÇÕES
Canela - Bico: Vermelho claro. Babadouro: Marrom-café. Olhos: Canela. Demais cores: bege-claro no corpo. Marrom-café nas marcações
Cores derivadas da mutação canela:
Isabel - Bico: Vermelho claro. Babadouro: Marrom-café (diluição parcial) ou Marrom-conhaque (diluição total). Olhos: Canela-avermelhados. Demais cores: Bege-claro no corpo. Marrom-café nas marcações (diluição parcial) ou marrom-conhaque (diluição total).
Branca - Bico: Vermelho. Babadouro: bege-claro. Olhos: Canela-avermelhados. Demais cores: corpo esbranquiçado. Marcações bege-claras.
Albina - Bico: Vermelho. Babadouro: não visível. Olhos: vermelhos. Demais cores corpo totalmente branco.
CAUDA CURTA
ORIGINAL (Poephila cincta). Conhecido como Black-throated Finch e Parson Finch - Bico: Preto. Babadouro: Preto. Olhos: Pretos. Demais cores: Preto na garganta, faixas dos flancos, loros, rabo e traseira. Cinza na cabeça e nuca. Cinza-claro na fronte, região dos ouvidos e bochechas. Marrom-claro atrás do pescoço, costas e parte inferior. Branco no abdômen, nas penas que cobrem a cauda e por baixo dela. Tamanho: cerca de 10 cm. Postura: 5 a 7 ovos. Incubação: 12 a 14 dias.
SUBESPÉCIES
Diggles Finch (Poephila cincta atropy-gialis) - Bico: Preto. Babadouro: Preto. Olhos: Pretos.
Demais cores: iguais ao Cauda Curta, exceto pelas penas que cobrem a cauda, que são pretas.
Dark Diggles (Poephila cincta nigrotecta) - Bico: Preto. Babadouro: Preto. Olhos: Pretos.
Demais cores: cores do corpo mais escuras. Tem pretas as penas que cobrem a cauda.
Parson Light (Poephila cincta vinotinctus) - Bico: Preto. Babadouro: Preto. Olhos: Pretos.
Demais cores: de coloração mais clara de todos. As penas que cobrem a cauda são brancas.
MUTAÇÃO
Canela - Bico: Marrom. Babadouro: Marrom-café. Olhos: Canela. Demais cores: Corpo branco com marcações marrom-café.
Cor derivada da mutação canela:
Branco - Bico: Marrom. Babadouro: Marrom-claro. Olhos: Canela-avermelhado. Demais cores: corpo branco com marcações marrom-claros.

MASCARADO
ORIGINAL (Poephila personata)
Chamado de Masquê ou Masked Finch, em vez de babadouro tem uma máscara. É o mais agitado e de reprodução menos fácil. Sua postura é menor e irregular e a identificação do macho mais difícil - Bico: Amarelo. Máscara: Preta. Olhos: Pretos. Demais cores: Preto nas laterais da fronte, loros, extremidade do queixo e no rabo. Canela na área qual vai da fronte à parte superior da traseira e nas asas. Branco no abdômen, na parte inferior da traseira e nas penas sobre e sob a cauda. Tamanho: cerca de 13 a 14cm. Postura: 4 a 6 ovos. Incubação: 13 a 15 dias.
SUBESPÉCIE
White-Eared Grassfinch (Poephila personata leucotis) - Bico: Amarelo. Máscara: Preta. Olhos: Pretos. Demais cores: A única diferença do Mascarado é uma faixa branca na região dos ouvidos, abaixo dos olhos.
Babadouro = marcação que pega a região do queixo, garganta e parte superior do peito.
Loro = faixa lateral que une o bico aos olhos.

Arara


Atraentes pelo belo colorido e por imitar sons, as Araras costumam fascinar as pessoas

Esta ave, quando criada desde filhote em cativeiro e alimentada na mão, fica mansa com conhecidos e afeiçoa-se especialmente à pessoa que cuida dela, mas com estranhos mostra-se arredia e, às vezes, até agressiva. Pode aprender a dançar, imitar latidos, assobios e a voz humana.
Na natureza emite apenas sons e gritos peculiares. Vive em pequenos grupos exceto na época de reprodução, quando se separa aos casais. Adora tomar banho de chuva e faz ninho em árvore oca ou escava um buraco em barrancos ou o aproveita em pedras. Pode percorrer diariamente até 100km na busca de alimentos: flores e brotos de árvores, larvas, sementes, frutas e partes tenras do caule e das raízes de plantas. "Rói" madeira, como as cascas de árvores, para exercitar o bico e manter ativa a musculatura mandibular.
Há 7 espécies de porte grande que é o preferido para criação doméstica (variam de cerca de 70 a 90cm), originários da América Central e do Sul. A maioria está em extinção, por isso sua criação deve ser feita sempre visando a reprodução. Quatro são de nossa fauna, sendo que a Canindé (Ara Ararauna), e a Arara vermelha (Ara Chloroptera) são as únicas não consideradas em extinção. Todas as espécies já são criadas em criadouros comerciais, o que aumenta a possibilidade de sua perpetuação estando os maiores produtores nos EUA e Europa, onde um exemplar vale de 1.200 a 15 mil dólares. A importação é permitida com autorização do Ibama, que a concede se o criador do exterior enviar uma licença (Cites) fornecida no país de origem, geralmente para aves nascidas em criadouros registrados.
No Brasil, o IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, está autorizando criadouros comerciais da espécie Canindé e vermelha e, neste caso, os primeiros casais poderão ser obtidos através do próprio Ibama, desde que seja atendida a legislação para criadouros comerciais, ou seja, instalações adequadas em ambiente adequado, por exemplo, uma chácara e um veterinário responsável.

FICHA
Instalações: pode-se juntar várias espécies diferentes, desde que elas se dêem bem e sejam do mesmo tamanho. Viveiros amplos que permitam voar, de tela resistente e estrutura metálica. Três quartos do teto coberto com telhas de amianto ou de barro, onde ficarão: poleiros de galhos (vários tamanhos, todos permitindo à ave fechar os dedos), alguns perto do comedouro; o ninho, um cubo (de alvenaria, madeira ou PVC com um buraco de entrada de tamanho tal que a Arara consiga passar e com as seguintes medidas - 55de alt., 60 de larg. E 80 de comp.), a 1 m do chão, apoiado em 4 pés de alvenaria ou suspenso; o comedouro de concreto a 80cm do chão, apoiado em 2 pés de concreto e com 6 buracos rasos: um para água e os outros para demais alimentos. No outro ¼, o solarium com mais poleiros. Piso cimentado com inclinação de 5% para escoar lavagem da sujeira. Fechar todo o fundo e todos os ¾ inferiores e superiores das duas laterais com alvenaria para proteger de ventos. Para um casal, viveiro de 2,2m de alt., 2,5 larg. E 8m de comp. Para criar solta, desde pequena cortar as penas da asa e deixar assim até cerca de 1 ano. Quando a asa cresce de novo ela voa, mas volta, pois já se acostumou ao local. Precisa de abrigo: um chapéu protetor ou telhadinho próximo a uma árvore baixa e isolada, que servirá como poleiro, e ninho igual ao descrito.
Alimentação em cativeiro: diariamente frutas, sementes de girassol e mais, 3 vezes por semana, 6 pedaços de ração para cães por ave e 1 vez por semana, bolachas de água e sal. Adicionar, alternando na semana 3 dos itens: cana-de-açúcar em pedaços, arroz integral cozido, coco maduro, milho verde ou duro, pão, verduras com talos grossos, como couve e repolho. Picar quadrados de 2cm - facilita pegar e evita desperdícios. Testar a quantidade observando se há sobras. Deixar ao alcance um tijolo embebido em salmoura (1 copo de sal grosso para 1 l de água) por um dia, para "roer" até acabar. Água trocada diariamente.
Reprodução: fácil em cativeiro. A partir dos 3 anos. De setembro a março. Casal identificado por sexagem por veterinário de aves ( o macho alimenta a fêmea no bico, especialmente nessa época). De 2 a 3 ovos, chocados por cerca de 28 dias. Condições para reproduzir: lugar sossegado, boa alimentação, um casal que não brigue, por viveiro.
Saúde: sensível a verminoses, especialmente a Capilariose, transmitida por excrementos de aves. Necessidade de controle com exames periódicos de fezes e de manter o viveiro limpo.
Tempo de vida em cativeiro: mais de 40 anos.

ARAPONGA


Seu canto imita o trabalho do ferreiro. São poucos os exemplares de Araponga em cativeiro.
Mas vale a pena criar esta ave, pois ela tem uma plumagem bonita e fica muito mansa

A Araponga é conhecida em todo o Brasil pelo seu grito alto e estridente. Fora de São Paulo, em outras regiões do país, ela é conhecida por Guiraponga, Ferreiro ou Ferrador, sendo que esses dois últimos nomes vêm do seu grito, que imita com perfeição o trabalho de um ferreiro, primeiramente com uma lima e a seguir com a batida estridente de um martelo sobre a bigorna. O nome Araponga é indígena e vem de ara (ave) e ponga (soar).

Três espécies de Arapongas são encontradas no Brasil: a procnias nudicollis, que é a mais comum, habitando desde matas litorâneas da Bahia até o Rio Grande do Sul. O macho é todo branco, com a garganta e os lados da cabeça esverdeados, e a fêmea é totalmente esverdeada. Temos também a procnias averano que vive em Roraima e no Nordeste, onde se torna cada vez mais rara por causa da derrubada das matas, seu habitat natural. Alguns ecologistas estão tentando a preservação desta espécie, que é muito bonita: tem as asas pretas, peito branco, cabeça marrom e vários apêndices carnudos que "nascem" do seu pescoço como se fossem barba, de onde vem seu nome popular de "Araponga de Barbela". A terceira espécie é a procnias alba, que habita o Amazonas na região do Rio Negro, mas pouco se sabe sobre ela.

Cada macho adulto - eles ficam adultos entre dois anos e dois anos e meio - tem seu território, uma árvore que ele defende e onde não permite a intrusão de machos da sua idade nos seus dois galhos favoritos: um mais alto, onde ele canta, outro mais baixo onde se acasala.

Pousado no galho mais alto, o macho canta o dia inteiro para atrair a fêmea; e este é um dos casos em que a fêmea escolhe o macho. Os dois se encontram no "galho do acasalamento", e o macho dá um grito bem forte em frente à fêmea; se ela aceitar este macho, dá-se o acasalamento. Posteriormente o macho volta para o seu "galho de canto" e continua a cantar; se aparecer outra fêmea ele repete a manobra.

Somente agora a criação de casais em cativeiro está sendo incentivada. Antes, mantinha-se o macho, que tem uma bela plumagem, e não se dava atenção à fêmea, menos atraente. Isto advém do fato de que, no Brasil, o interesse pela reprodução das aves não tem mais de 15 anos - mantinha-se pela beleza do canto, da plumagem ou pela raridade, sem maiores preocupações com a procriação das espécies. Ainda hoje, quase não se vêem fêmeas de Araponga em cativeiro. Mas vale a pena criar este pássaro que, além de plumagem bonita, logo fica manso.

CUIDADOS
Porte: de 27 a 28 cm.
Alimentação: na vida selvagem, as Arapongas, cuja abertura de bico é enorme, comem pequenos frutos silvestres e bagas inteiras. Em cativeiro devemos dar-lhes banana, mamão, tomate etc, tudo cortado em pequenos cubos. Pode-se misturar estes frutos com ração para Sábia ou com uma mistura de Neston com Meritene. A alimentação deve ser colocada no alto: a Araponga não gosta muito de descer ao chão.
Instalações: Ideal para se criar um casal é um viveiro de 4 x 4 m; no mínimo 2 x 3 m. Construir um ninho de xaxim com folhas de palmeira secas enfeitando, ou uma cestinha aberta e colocar no fundo do viveiro, que deve ser fechado, pois se a fêmea não encontrar condições de aconchego não vai reproduzir. O ninho pode ser pendurado na parede por suporte de samambaia.
Reprodução: Fora da época de reprodução, dividir o viveiro no meio com tela de arame, pois as Arapongas são muito assustadiças e é preciso que uma se acostume com a outra. A partir da primavera tira-se a divisão ficando os dois juntos; só a fêmea trabalha na construção do ninho e no cuidado da prole. A postura e de cerca de 2 ovos, o período de incubação de 23 dias e os filhotes saem do ninho com 27 dias de idade. Devem ser alimentados com frutos e larvas de Tenébrio
Higiene e saúde: Manter a gaiola sempre limpa e arejada, sem umidade. As folhas do viveiro não devem estar abaixo do poleiro, pois podem se tornar foco de fezes que matam a Araponga com facilidade através de fungos na garganta. Pode-se comprar uma solução de Biocid e usá-la muito diluída para matar os fungos.
As arapongas estão afeitas a três espécies de problemas. Os pulmonares se manifestam pela respiração difícil acompanhada de movimentos da cauda. Remédio: Terramicina ou Pantomicina, uma colher de chá para uma xícara de água. O fungo na garganta, também se manifesta pela respiração difícil, mas não é acompanhado de movimentos da cauda. Remédio: Micostatin em gotas no bico. Problemas intestinais e coccidiose; sintoma: fezes líquidas e peito seco. Remédio: sulfa bactrin líquido, uma colher de chá para uma xícara de água.
Convivências com outros pássaros: não convém que conviva com pássaros grandes ou outros da mesma espécie, pois a Araponga é briguenta e assustadiça.

AGAPÓRNIS: SHOW DE CORES


Com seus encantos na aparência e temperamento, este é um verdadeiro pássaro de estimação.


Ele é um dos pássaros mais populares no mundo pela facilidade de criar em cativeiro, temperamento manso que o faz subir no ombro e dormir no nosso colo e beleza com grande diversidade de cores, exibidas nas 43 mutações existentes.
Habita o continente Africano. A espécie Cana vive na Ilha de Madagascar e outros ao redor. Foi descoberto em 1793 e trazido à Europa em torno de 1860, na sua cor selvagem verde. Hoje, graças aos criadores, encontram-se muitas colorações, como cara laranja, branca, vermelha, amarela, e corpo canela, azul-pastel, malva, violeta, arlequim (pintas aleatórias), branco, amarelo, verde-dourado (golden cherry) e várias nuances dessas cores.

DIVERSIDADE
Faz parte do grupo das Araras, Papagaios, Tuins e Cacatuas, todos da família dos Psitacídeos. Possui 9 espécies: Cana, Taranta, Pullaria, Swinderiana, Roseicollis e as de aro branco ao redor dos olhos - Fischeri, Personata, Lilianae e Nigrigenis. Dentre elas, a mais popular é a Roseicollis que cria melhor em cativeiro e tem mais cores, 17. Originalmente é verde com a testa e metade do peito em vermelho "degradé". O Fischeri, verde com testa e peito laranja avermelhado, é também muito procurado. Suas mutações, no total de 10, são relativamente recentes. Ameaçado de extinção, só pode ser comercializado anilhado. O Pullaria é verde com testa e pescoço vermelho forte com bordas amarelas e, debaixo das asas, cinza (fêmea) ou preto (macho). É o mais sensível e difícil de procriar em cativeiro. Já o Swinderiana, de cor verde intenso, não é criado em cativeiro por só comer um tipo de figo nativo. O Cana é o menor, com cerca de 14 cm e tem apenas 1 mutação. A cor selvagem do macho é verde com cinza no pescoço, cabeça e papo e na fêmea tudo é verde com um sombreado preto na cabeça. O Taranta, originalmente verde-garrafa com máscara e só o macho com testa vermelha, é o maior alcançando 17 cm.

BRINCADEIRA
Depois de acasalado, dificilmente um casal se separa, permanecendo unido até a morte. São sempre vistos na natureza, voando aos pares dentro do bando. Carinhosos, trocam "beijos" e alimentos dentro do bico, com o parceiro. Comem geralmente no chão, sementes, cereais, milho e frutinhas silvestres. Muito mansos, ativos, cheios de energia e curiosos são excelentes animais de estimação, especialmente quando alimentados na mão desde filhotes. Daí, aprendem a confiar e a se divertir conosco. Empoleiram-se e aninham no colo, assobiam para nos chamar, respondem ao nome e podem aprender uma série de truques. Adoram passar horas com brinquedinhos e fazem mil acrobacias.

FICHA
Alimentação: Dois potes. Um com de mistura de sementes (girassol, painço, painço verde, alpiste, aveia com casco, cártamo, niger e colza) e outro com farinhada à venda em lojas (3 partes de CéDé - ração para Agapórnis - e 1 parte de complemento - semente germinada de trigo, milho verde cru debulhado e verduras, exceto alface). Na procriação e para o casal com filhotes, dê diariamente ¼ de giló ou 1 pedaço de 3 a 4 cm de milho cru. Para afiar o bico e o necessário reforço à mãe na procriação, dê pedra de cálcio.
Instalações: o ideal é um gaiolão de arame galvanizado de 80x50x50cm para um casal. Podemos empilhar até 3 dessas gaiolas sobre um pedestal a 50 cm do chão, sem prejudicar o manejo. Em viveiro colocar aves da mesma cor e de 1 só espécie, mesmo assim podem brigar. Para 2 casais, use os de 1x1x1m e até 4 casais 2x1x2m. Em local com sol da manhã, sem correnteza, não abafado ou quente (ajuda alastrar doenças respiratórias e mata filhotes dentro do ovo). O mínimo de poleiros (nos gaiolões só 2) e com 2 diâmetros (um pouco menor que um cabo de vassoura e outro de 12,5 mm). Comedouros e bebedouros de cerâmica vitrificada ou de louça.
Procriação: ninho de caixa de madeira vertical ou horizontal, próprio para a espécie, com abertura de 5 cm e poleiro de 4 cm na frente, no fim do verão e por 3 posturas até separar os filhotes com 60 dias. Em viveiros, pôr bem distante e 50% a mais de ninhos que de casais. Retirar o ninho por 3 a 4 meses para descanso dos pais. Forração: palha de milho, palha de vassoura, chorão, capim barba-de-bode, talo de coqueiro ou palha de embalagem de frutas e louças. Os de aro branco preferem roer madeira de pinho ( a das caixas de maçã). É importante desvermifugar (vermífugo de amplo espectro) antes do acasalamento para evitar ovos atravessados. Põem de 3 a 7 ovos. Eclosão de 22 a 24 dias. O Cana, Taranta e Pullaria têm dimorfismo sexual. Para identificar os outros consulte um criador.



LINKS de sites Relacionados a AVES.



Projeto de Distribuição de aves em extratificação vertical vegetal em um fragmento de mata urbana no Centro de Educação Ambiental da Polícia Militar "Ecolândia"- Autor Aloysio Souza de Moura - Orientadora: Prof Ms. Carla Terezinha Serio Abranches.

Bairros, parques e fragmentos de matas urbanas são refúgios para espécies de animais silvestres que deslocam de suas áreas de origem pela influência da crescente urbanização, por este fato, áreas verdes urbanas como a ECOLÂNDIA são de estrema importância para a comunidade de aves que se deslocam no município de Lavras.

O conhecimento sobre a composição das comunidades de grupos de vertebrados em diferentes áreas e sua comparação é fator de importância primordial em projetos de conservação.

Até o momento, 46,5% das 1678 espécies de aves brasileiras estão registradas para Minas Gerais, sendo que 102 são endêmicas do Brasil e 20 espécies são endêmicas do cerrado. A localização geográfica de Minas Gerais permite que ocorram dentro do seu território espécies endêmicas de três grandes biomas brasileiros.

Sendo o sul do Estado uma região ainda pouco conhecida com relação a sua avifauna. Apesar de localizada no caminho de muitos naturalistas do século XIX, que rumavam do Rio de Janeiro em direção ao interior, poucas espécies de aves foram coletadas nesta área e muitos deles não foram devidamente etiquetados, geralmente não se conhecendo sua exata procedência e data coletada.

A fragmentação das paisagens naturais e o crescimento de áreas de cultivo (café, milho, feijão) e de centros urbanos diminui a qualidade e a quantidade de recursos disponíveis, fazendo que muitas espécies silvestres busquem refugio, abrigo, alimentação, locais para nidificação e poleiros em praças, parques e jardins.

Moramos numa das regiões mais ricas do país com fabricas, cidades, estradas e sérios problemas ambientais. Apesar disto tudo, ainda temos animais silvestres que podem ser observados em áreas urbanas densamente povoadas.

A região de Lavras é caracterizada por um mosaico vegetacional, compreendendo fragmentos de mata atlântica (floresta estacional semidecidual) e de cerrado.

Com a intensa substituição das áreas de vegetação nativa do cerrado por zonas urbanas, o passo inicial para se trabalhar com conservação e o manejo de uma determinada área e o levantamento de sua diversidade e como a comunidade de aves se deslocam dentro desta área de 4 hectares, dando resultados para futuros planos conservacionistas.

Neste contexto, o aluno do Curso de Biologia do Centro Universitário de Lavras – UNILAVRAS – Aloysio S. Moura criou um projeto para caracterizar a comunidade de aves de um fragmento florestal urbano (Ecolândia) organizada pela ocorrência da espécie na estratificação vertical da vegetação (extrato baixo, médio e dossel) e sua similaridade.

Objetivos específicos:

Iniciar trabalhos ornitológicos para proporcionar dados com intuito de base para futuros trabalhos com aves na área e na região;

Conhecer a distribuição das espécies de aves do local tendo por parâmetro a ocorrência por nível de estratificação vertical da vegetação;

Proporcionar informações sobre aves para a comunidade, estudioso (amadores e profissionais) e leigos com base metodológica cientifica;

Criar lista de espécies de aves ocorrentes na área da Ecolândia.

Apresentar um trabalho de distribuição da comunidade de aves da ECOLÂNDIA em estratificação vertical, pode parecer, à primeira vista,de enfoque muito restrito e de pouco interesse geral. Na realidade, devemos ressaltar que este trabalho, com tais características, não se restringe a ser utilizado unicamente no local referido, uma vez que a avifauna que aqui será representada pode ser observada em diferentes cidades brasileiras, principalmente da região sudeste.

As aves podem ser usadas com sucesso em programas de educação ambiental ou mesmo como atividade de lazer, chamando a atenção para a conservação da natureza. A observação de aves é uma atividade extremamente difundida em países da Europa e América do Norte. No entanto, no Brasil, apesar da diversidade de espécies, esta atividade é pouco praticada.

Embora existam trabalhos de pesquisa em que são estudadas várias espécies animais que ocorrem na cidade de Lavras, são poucas as publicações que tratam de levantamentos dos diferentes grupos zoológicos e seus comportamentos, assim sendo de extrema importância para trabalhos futuros de caráter conservacionista em fragmentos de matas urbanas. Tem sido de grande interesse nas ultimas décadas a análise de como os organismos reagem ao processo de fragmentação das florestas e a viabilidade das populações persistentes.

RESULTADOS ESPERADOS

Alguns resultados previstos com o desenvolvimento do presente projeto:

O conhecimento da movimentação das espécies de aves distribuídas em estratificação vertical vegetal (extrato baixo, extrato médio, dossel) em um fragmento de floresta urbana, Ecolândia;

Compreensão da viabilidade das populações de aves persistentes em fragmentos de florestas urbanas;

A detecção de espécies de aves que estão em condições de ameaça segundo lista do IBAMA;

Conhecer o índice de similaridade da ocorrência de aves entre as estratificações da vegetação em fragmento florestal urbano;

Obtenção de dados atuais das espécies de aves que freqüentam a Ecolândia para comparação futura com novos dados e trabalhos de educação ambiental no local;

Dados expressivos de ocorrência, comportamento e deslocamento da comunidade de aves de um certo fragmento urbano;

Fornecer base de dados ornitológicos em fragmentos de matas urbanas no município de Lavras para a comparação com trabalhos já concluídos desta e de outras regiões.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009



Aves

Ocorrência: Jurássico Superior–Presente, 156–0 Ma
PreЄЄOSDCPTJKPgN


Chapim-real (Parus major)
Classificação científica
Domínio: Eukariota

Reino: Animalia

Subreino: Metazoa

Filo: Chordata

Subfilo: Vertebrata

Infrafilo: Gnathostomata

Superclasse: Tetrapoda

Classe: Aves
Linnaeus, 1758

Ordens
Muitas - veja texto


As aves (latim científico: Aves) constituem uma classe de animais vertebrados, bípedes, homeotérmicos, ovíparos, caracterizados principalmente por possuírem penas, apêndices locomotores anteriores modificados em asas, bico córneo e ossos pneumáticos. São reconhecidas aproximadamente 9.000 espécies de aves no mundo.

As aves variam muito em seu tamanho, dos minúsculos beija-flores a espécies de grande porte como a avestruz e a ema. Note que todos os pássaros são aves, mas nem todas as aves são pássaros. Os pássaros estão incluidos na ordem Passeriformes, constituindo a ordem mais rica, ou seja, com maior número de espécies dentro do grupo das aves.

Enquanto a maioria das aves são caracterizadas pelo voo, as ratitas não podem voar ou apresentam voo limitado, uma característica considerada secundária, ou seja, adquirida por espécies "novas" a partir de ancestrais que conseguiam voar. Muitas outras espécies, particularmente as insulares, também perderam essa habilidade. As espécies não-voadoras incluem o pingüim, avestruz, quivi, e o extinto dodo. Aves não-voadoras são especialmente vulneráveis à extinção por conta da ação antrópica direta (destruição e fragmentação do habitat, poluição etc.) ou indireta (introdução de animais/plantas exóticas, mamíferos em particular).


Adaptações ao voo
No seu caminho evolutivo, as aves adquiriram várias características essenciais que permitiram o voo ao animal. Entre estas podemos citar:

1.Endotermia
2.Desenvolvimento das penas
3.Desenvolvimento de ossos pneumatizados
4.Perda, atrofia ou fusão de ossos e órgãos
5.Desenvolvimento de um sistema de sacos aéreos
6.Postura de ovos
7.Presença de quilha, expansão do osso esterno, na qual se prendem os músculos que movimentam as asas
8.Ausência de bexiga urinária
9.Ausência de dentes
10.Corpo leve e aerodinâmico
As penas, consideradas como diagnóstico das aves atuais, estão presentes em outros grupos de dinossauros, entre eles o próprio Tyrannosaurus rex. Estudos apontam que a origem das penas se deu a partir de modificações das escamas dos répteis, tornando-se cada vez mais diferenciadas, complexas e, posteriormente, vieram a possibilitar os voos planado e batido. Acredita-se que as penas teriam sido preservadas na evolução por seu valor adaptativo, ao auxiliar no controle térmico dos dinossauros – uma hipótese que aponta para o surgimento da endotermia já em grupos mais basais de Dinosauria (com relação às aves) e paralelamente com a aquisição da mesma característica por répteis Sinapsida, que deram origem aos mamíferos.

Os ossos pneumáticos também são encontrados em outros grupos de répteis. Apesar de serem ocos (sendo um termo melhor "não-maciços"), os ossos das aves são muito resistentes, pois preservam um sistema de trabéculas ósseas arranjadas piramidalmente em seu interior.

Com relação a características ósseas relacionadas à adaptação ao voo, podemos citar:

Diminuição do crânio, sendo este composto por ossos completamente fusionados no estágio adulto;
Rostrum (mandíbula + maxilar) leve, podendo ser "oco" (p. ex. em tucanos, Ramphastidae) e coberto por uma camada córnea, a ranfoteca;
Forame magno direcionado posteriormente, facilitando a posição "horizontal" da ave (quando em voo);
Diminuição do número de vértebras, em especial no sinsacrum (fusão de vértebras e outros ossos da cintura pélvica) e pigóstilo (vértebras caudais fusionadas);
Tarsos (mãos) com grande fusão de ossos, sendo que atualmente só se observam três dedos;
Fusão das clavículas formando a fúrcula (conhecido popularmente como "osso da sorte"), como adaptação ao fechamento dos órgãos dentro de uma caixa óssea;
Costelas dotadas de um processo uncinar (projeção óssea posteriormente direcionada de modo a fixar uma costela com a costela imediatamente atrás), também uma adaptação ao fechamento;
Prolongamento do osso esterno e desenvolvimento da carena ou quilha esternal, sendo que, o primeiro também é uma adaptação à formação da caixa óssea e o segundo uma adaptação para a implantação dos músculos do voo, necessariamente fortes.
Fusão de ossos nas pernas (apêndices locomotores posteriores) formando a tíbia-tarso e tarso-metatarso.
Quanto a outros órgãos, as aves perderam os dentes (redução do peso total do animal) e as bexigas, e a grande maioria dos grupos de aves perderam o ovário direito. O sistema de sacos aéreos funciona em conjunto com o sistema respiratório (por isso a respiração em aves é diferente dos outros grupos de tetrápodes). Ainda tem função de diminuir a densidade do animal, facilitando o voo e a natação (no caso de aves que mergulham).

Todas essas características já são observadas em outros grupos de répteis, em especial nos Dinosauria, o que levou especialistas a classificar as aves não como um grupo à parte (Classe Aves, como era conhecida antigamente), e sim como um grupo especializado de dinossauros (veja Ascendência das aves).


-Morfologia

Morfologia de uma ave (Vanellus malabaricus)Do ponto de vista morfológico, as aves constituem um grupo um tanto particular e uniforme dentro dos tetrápodes (Tetrapoda) atuais. Particular porque se distinguem facilmente de outros grupos de animais vivos e uniformes porque, apesar do grande número de espécies e adaptações das mais variadas para diferentes nichos ecológicos, o grupo como um todo mantém sua morfologia bastante semelhante (diferentemente, p. ex., dos mamíferos).

Entre as características morfológicas de grande importância ecológica e evolutiva, estão o formato do bico e dos pés e a proporção área alar/tamanho corporal.

Do ponto de vista sistemático, a estrutura da siringe é de particular interesse, tendo sido de fundamental importância na divisão da ordem Passeriformes em Tyranni (Suboscines, ou "aves gritadoras") e Passeri (Oscines, ou "aves canoras, que cantam"). Mais recentemente, a estrutura da siringe também tem sido usada para estudos filogenéticos em grupos de aves não-Passeriformes (p. ex. os Falconiformes).


-Classificação das Aves

Ver artigo principal: Lista completa de ordens de aves

Neornithes Paleognathae
Struthioniformes
Tinamiformes
Neognathae Neoaves
Galloanserae
Anseriformes
Galliformes
Craciformes


-Classificação Tradicional
A classificação tradicional segue o padrão de Clements (também conhecido como as ordens de Clements):

Subclasse Archaeornithes (Aves ancestrais)
Ordem Archaeopterygiformes
Subclasse Neornithes (Aves modernas)
Ordem Hesperornithiformes
Ordem Ichthyornithiformes
Ordem Struthioniformes
Ordem Rheiformes
Ordem Casuariiformes
Ordem Aepyornithiformes
Ordem Dinornithiformes
Ordem Apterygiformes
Ordem Tinamiformes
Ordem Sphenisciformes
Ordem Gaviiformes
Ordem Podicipediformes
Ordem Procelariiformes
Ordem Pelecaniformes
Ordem Ciconiiformes
Ordem Anseriformes
Ordem Falconiformes
Ordem Galliformes
Ordem Gruiformes
Ordem Charadriiformes
Ordem Columbiformes
Ordem Psittaciformes
Ordem Cuculiformes
Ordem Strigiformes
Ordem Caprimulgiformes
Ordem Apodiformes
Ordem Coliiformes
Ordem Trogoniformes
Ordem Coraciiformes
Ordem Piciformes
Ordem Passeriformes

-Classificação Sibley-Ahlquist
Ordens de aves segundo a Taxonomia de Sibley-Ahlquist

Subclasse Paleognathae
Ordem Struthioniformes inclui Rheiformes, Casuariiformes, Apterygiformes, Aepyornithiformes e Dinornithiformes (avestruz, quivi, casuar, ema, ave-elefante e moa)
Ordem Tinamiformes (macuco, inhambu)
Subclasse Neognathae
Ordem Craciformes separada de Galliformes (jacu, mutum, aracuã, megapódio)
Ordem Galliformes (galo, perdiz, faisão)
Ordem Anseriformes (pato, ganso)
Ordem Turniciformes (toirão)
Ordem Piciformes (pica-pau e tucano)
Ordem Galbuliformes separada de Piciformes (arirambas)
Ordem Bucerotiformes separada de Coraciiformes (calaus)
Ordem Upupiformes separada de Coraciiformes (poupa)
Ordem Trogoniformes (surucuá)
Ordem Coraciiformes (martim-pescador, rolieiro)
Ordem Coliiformes (rabo de junco)
Ordem Cuculiformes (cuco, alma-de-gato)
Ordem Psittaciformes (papagaio, cacatua e arara)
Ordem Apodiformes (andorinhão)
Ordem Trochiliformes separada de Apodiformes (colibri)
Ordem Musophagiformes (turacos)
Ordem Strigiformes inclui a Caprimulgiformes (coruja, curiango, bacurau)
Ordem Columbiformes (rola, pombo)
Ordem Gruiformes (grou)
Ordem Ciconiiformes inclui a Charadriiformes, Falconiformes, Gaviiformes, Pelecaniformes, Podicepidiformes, Sphenisciformes, Procellariiformes (cegonha, falcão, gaivota, mergulhão, pinguim, albatroz, pelicano)
Ordem Passeriformes (pássaros)
Grupos extintos
Ordem Lithornithiformes† (ave-trovão)
Ordem Aepyornithiformes† (ave-elefante)
Ordem Ambiortiformes†
Ordem Palaeocursornithiformes†
Ordem Gansuiformes†
Ordem Dinornithiformes† (moa)
Ordem Hesperornithiformes†
Ordem Enantiornithes†

-Ancestrais
As aves descendem de répteis Diapsida Theropoda, ao passo que os mamíferos fazem parte da linhagem Sinapsida.

O Archaeopteryx é o mais antigo fóssil conhecido de ave e data de aproximadamente 140 milhões de anos atrás, do período Jurássico. Era um pouco maior que uma pomba e possuía cauda longa, percorrida pela coluna vertebral, como os répteis, além de dentes, dedos individualizados com garras e, como característica mais marcante, penas do corpo e penas de voo assimétricas (indícios de que esse animal era capaz de voar).

As aves pertencem ao mesmo grupo dos dinossauros, sendo que já foram descobertas penas (ou estruturas semelhantes, mais primitivas) em outros grupos de Dinosauria. Portanto, atualmente aceita-se o grupo aves não como Classe (a exemplo de Mammalia), mas um grupo bastante diversificado e atual de Dinosauria.

Há cerca de 65 milhões de anos, com a extinção da maioria dos grandes grupos de répteis ocorreu uma grande radiação adaptativa e consequente diversificação das aves, que passaram a povoar praticamente todos ambientes terrestres.

A filogenia dos grupos atuais de aves ainda está pouco elucidado, sendo difícil afirmar quais os grupos ancestrais e quais os mais derivados e de quem descendem.

Atualmente aceitam-se dois grandes grupos de aves: Paleornithes (ratitas) e Neornithes (carinatas).

Aves


Descrição.