sexta-feira, 18 de setembro de 2009

AGAPÓRNIS: SHOW DE CORES


Com seus encantos na aparência e temperamento, este é um verdadeiro pássaro de estimação.


Ele é um dos pássaros mais populares no mundo pela facilidade de criar em cativeiro, temperamento manso que o faz subir no ombro e dormir no nosso colo e beleza com grande diversidade de cores, exibidas nas 43 mutações existentes.
Habita o continente Africano. A espécie Cana vive na Ilha de Madagascar e outros ao redor. Foi descoberto em 1793 e trazido à Europa em torno de 1860, na sua cor selvagem verde. Hoje, graças aos criadores, encontram-se muitas colorações, como cara laranja, branca, vermelha, amarela, e corpo canela, azul-pastel, malva, violeta, arlequim (pintas aleatórias), branco, amarelo, verde-dourado (golden cherry) e várias nuances dessas cores.

DIVERSIDADE
Faz parte do grupo das Araras, Papagaios, Tuins e Cacatuas, todos da família dos Psitacídeos. Possui 9 espécies: Cana, Taranta, Pullaria, Swinderiana, Roseicollis e as de aro branco ao redor dos olhos - Fischeri, Personata, Lilianae e Nigrigenis. Dentre elas, a mais popular é a Roseicollis que cria melhor em cativeiro e tem mais cores, 17. Originalmente é verde com a testa e metade do peito em vermelho "degradé". O Fischeri, verde com testa e peito laranja avermelhado, é também muito procurado. Suas mutações, no total de 10, são relativamente recentes. Ameaçado de extinção, só pode ser comercializado anilhado. O Pullaria é verde com testa e pescoço vermelho forte com bordas amarelas e, debaixo das asas, cinza (fêmea) ou preto (macho). É o mais sensível e difícil de procriar em cativeiro. Já o Swinderiana, de cor verde intenso, não é criado em cativeiro por só comer um tipo de figo nativo. O Cana é o menor, com cerca de 14 cm e tem apenas 1 mutação. A cor selvagem do macho é verde com cinza no pescoço, cabeça e papo e na fêmea tudo é verde com um sombreado preto na cabeça. O Taranta, originalmente verde-garrafa com máscara e só o macho com testa vermelha, é o maior alcançando 17 cm.

BRINCADEIRA
Depois de acasalado, dificilmente um casal se separa, permanecendo unido até a morte. São sempre vistos na natureza, voando aos pares dentro do bando. Carinhosos, trocam "beijos" e alimentos dentro do bico, com o parceiro. Comem geralmente no chão, sementes, cereais, milho e frutinhas silvestres. Muito mansos, ativos, cheios de energia e curiosos são excelentes animais de estimação, especialmente quando alimentados na mão desde filhotes. Daí, aprendem a confiar e a se divertir conosco. Empoleiram-se e aninham no colo, assobiam para nos chamar, respondem ao nome e podem aprender uma série de truques. Adoram passar horas com brinquedinhos e fazem mil acrobacias.

FICHA
Alimentação: Dois potes. Um com de mistura de sementes (girassol, painço, painço verde, alpiste, aveia com casco, cártamo, niger e colza) e outro com farinhada à venda em lojas (3 partes de CéDé - ração para Agapórnis - e 1 parte de complemento - semente germinada de trigo, milho verde cru debulhado e verduras, exceto alface). Na procriação e para o casal com filhotes, dê diariamente ¼ de giló ou 1 pedaço de 3 a 4 cm de milho cru. Para afiar o bico e o necessário reforço à mãe na procriação, dê pedra de cálcio.
Instalações: o ideal é um gaiolão de arame galvanizado de 80x50x50cm para um casal. Podemos empilhar até 3 dessas gaiolas sobre um pedestal a 50 cm do chão, sem prejudicar o manejo. Em viveiro colocar aves da mesma cor e de 1 só espécie, mesmo assim podem brigar. Para 2 casais, use os de 1x1x1m e até 4 casais 2x1x2m. Em local com sol da manhã, sem correnteza, não abafado ou quente (ajuda alastrar doenças respiratórias e mata filhotes dentro do ovo). O mínimo de poleiros (nos gaiolões só 2) e com 2 diâmetros (um pouco menor que um cabo de vassoura e outro de 12,5 mm). Comedouros e bebedouros de cerâmica vitrificada ou de louça.
Procriação: ninho de caixa de madeira vertical ou horizontal, próprio para a espécie, com abertura de 5 cm e poleiro de 4 cm na frente, no fim do verão e por 3 posturas até separar os filhotes com 60 dias. Em viveiros, pôr bem distante e 50% a mais de ninhos que de casais. Retirar o ninho por 3 a 4 meses para descanso dos pais. Forração: palha de milho, palha de vassoura, chorão, capim barba-de-bode, talo de coqueiro ou palha de embalagem de frutas e louças. Os de aro branco preferem roer madeira de pinho ( a das caixas de maçã). É importante desvermifugar (vermífugo de amplo espectro) antes do acasalamento para evitar ovos atravessados. Põem de 3 a 7 ovos. Eclosão de 22 a 24 dias. O Cana, Taranta e Pullaria têm dimorfismo sexual. Para identificar os outros consulte um criador.



LINKS de sites Relacionados a AVES.



Projeto de Distribuição de aves em extratificação vertical vegetal em um fragmento de mata urbana no Centro de Educação Ambiental da Polícia Militar "Ecolândia"- Autor Aloysio Souza de Moura - Orientadora: Prof Ms. Carla Terezinha Serio Abranches.

Bairros, parques e fragmentos de matas urbanas são refúgios para espécies de animais silvestres que deslocam de suas áreas de origem pela influência da crescente urbanização, por este fato, áreas verdes urbanas como a ECOLÂNDIA são de estrema importância para a comunidade de aves que se deslocam no município de Lavras.

O conhecimento sobre a composição das comunidades de grupos de vertebrados em diferentes áreas e sua comparação é fator de importância primordial em projetos de conservação.

Até o momento, 46,5% das 1678 espécies de aves brasileiras estão registradas para Minas Gerais, sendo que 102 são endêmicas do Brasil e 20 espécies são endêmicas do cerrado. A localização geográfica de Minas Gerais permite que ocorram dentro do seu território espécies endêmicas de três grandes biomas brasileiros.

Sendo o sul do Estado uma região ainda pouco conhecida com relação a sua avifauna. Apesar de localizada no caminho de muitos naturalistas do século XIX, que rumavam do Rio de Janeiro em direção ao interior, poucas espécies de aves foram coletadas nesta área e muitos deles não foram devidamente etiquetados, geralmente não se conhecendo sua exata procedência e data coletada.

A fragmentação das paisagens naturais e o crescimento de áreas de cultivo (café, milho, feijão) e de centros urbanos diminui a qualidade e a quantidade de recursos disponíveis, fazendo que muitas espécies silvestres busquem refugio, abrigo, alimentação, locais para nidificação e poleiros em praças, parques e jardins.

Moramos numa das regiões mais ricas do país com fabricas, cidades, estradas e sérios problemas ambientais. Apesar disto tudo, ainda temos animais silvestres que podem ser observados em áreas urbanas densamente povoadas.

A região de Lavras é caracterizada por um mosaico vegetacional, compreendendo fragmentos de mata atlântica (floresta estacional semidecidual) e de cerrado.

Com a intensa substituição das áreas de vegetação nativa do cerrado por zonas urbanas, o passo inicial para se trabalhar com conservação e o manejo de uma determinada área e o levantamento de sua diversidade e como a comunidade de aves se deslocam dentro desta área de 4 hectares, dando resultados para futuros planos conservacionistas.

Neste contexto, o aluno do Curso de Biologia do Centro Universitário de Lavras – UNILAVRAS – Aloysio S. Moura criou um projeto para caracterizar a comunidade de aves de um fragmento florestal urbano (Ecolândia) organizada pela ocorrência da espécie na estratificação vertical da vegetação (extrato baixo, médio e dossel) e sua similaridade.

Objetivos específicos:

Iniciar trabalhos ornitológicos para proporcionar dados com intuito de base para futuros trabalhos com aves na área e na região;

Conhecer a distribuição das espécies de aves do local tendo por parâmetro a ocorrência por nível de estratificação vertical da vegetação;

Proporcionar informações sobre aves para a comunidade, estudioso (amadores e profissionais) e leigos com base metodológica cientifica;

Criar lista de espécies de aves ocorrentes na área da Ecolândia.

Apresentar um trabalho de distribuição da comunidade de aves da ECOLÂNDIA em estratificação vertical, pode parecer, à primeira vista,de enfoque muito restrito e de pouco interesse geral. Na realidade, devemos ressaltar que este trabalho, com tais características, não se restringe a ser utilizado unicamente no local referido, uma vez que a avifauna que aqui será representada pode ser observada em diferentes cidades brasileiras, principalmente da região sudeste.

As aves podem ser usadas com sucesso em programas de educação ambiental ou mesmo como atividade de lazer, chamando a atenção para a conservação da natureza. A observação de aves é uma atividade extremamente difundida em países da Europa e América do Norte. No entanto, no Brasil, apesar da diversidade de espécies, esta atividade é pouco praticada.

Embora existam trabalhos de pesquisa em que são estudadas várias espécies animais que ocorrem na cidade de Lavras, são poucas as publicações que tratam de levantamentos dos diferentes grupos zoológicos e seus comportamentos, assim sendo de extrema importância para trabalhos futuros de caráter conservacionista em fragmentos de matas urbanas. Tem sido de grande interesse nas ultimas décadas a análise de como os organismos reagem ao processo de fragmentação das florestas e a viabilidade das populações persistentes.

RESULTADOS ESPERADOS

Alguns resultados previstos com o desenvolvimento do presente projeto:

O conhecimento da movimentação das espécies de aves distribuídas em estratificação vertical vegetal (extrato baixo, extrato médio, dossel) em um fragmento de floresta urbana, Ecolândia;

Compreensão da viabilidade das populações de aves persistentes em fragmentos de florestas urbanas;

A detecção de espécies de aves que estão em condições de ameaça segundo lista do IBAMA;

Conhecer o índice de similaridade da ocorrência de aves entre as estratificações da vegetação em fragmento florestal urbano;

Obtenção de dados atuais das espécies de aves que freqüentam a Ecolândia para comparação futura com novos dados e trabalhos de educação ambiental no local;

Dados expressivos de ocorrência, comportamento e deslocamento da comunidade de aves de um certo fragmento urbano;

Fornecer base de dados ornitológicos em fragmentos de matas urbanas no município de Lavras para a comparação com trabalhos já concluídos desta e de outras regiões.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009